quarta-feira, novembro 24, 2010

ENTREVISTA com SILVANA QUAGLIO

Por Mariana Monzani

Com o propósito de aumentar a consciência sobre a importância e a necessidade da preservação da biodiversidade em todo o mundo, a Assembleia Geral das Nações Unidas (AIB) declarou o ano de 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade. A proteção da Biodiversidade demanda uma ação conjunta e esforço da comunidade global para poder garantir um futuro sustentável para todos.

As práticas de gestão ambiental e sustentabilidade crescem como consequência do processo natural de desenvolvimento da sociedade. E na tentativa de agregar a iniciativa privada nesse processo de formação de opinião e incentivo à sustentabilidade, resultados positivos são acrescidos ao objetivo da Assembleia. “Uma empresa que tem pra si práticas sustentáveis, irá passá-las a seus funcionários, e eles, por consequência, levarão para suas casas, tendo um efeito multiplicador gigante”, afirma Silvana Quaglio, diretora-presidente da Análise Editorial e idealizadora da publicação sobre Gestão Amebiental.

A Conferência do Ano da Biodiversidade tem como foco estabelecer um diálogo entre os participantes sobre as medidas a serem adotadas após o ano de 2010, garantindo a continuidade segura dos programas desenvolvidos e aumentar a consciência sobre a importância dos esforços já empreendidos por governos e comunidades para salvar a biodiversidade, promovendo a participação de todos. “A ideia é aproximar a sociedade civil dos programas da ONU, pois até agora, as discussões eram voltadas para empresas e para os governos mundiais, e quando se dá voz a sociedade, empresas privadas e ONGs, as discussões ganham outra dimensão e são adotadas práticas ambientais conjuntas e necessárias”, complementa Silvana.

Os anuários publicados pela Análise Editorial, sobre Gestão Ambiental, que está em sua quarta edição, trazem levantamentos sobre sustentabilidade das 1500 maiores empresas do Brasil, escolhidas de acordo com seus faturamentos líquidos, a partir de um questionário de 60 questões, descrevendo suas práticas ambientais. ONGs também são pesquisadas e avaliadas, mas “é mais complexo, pois não existe no Brasil um cadastro atualizado dessas ‘empresas’. Existe uma parceria com o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), mas não existe sistematização, pois são apenas órgãos consultivos”, explica Silvana Quaglio.

O retorno a sociedade civil desses anuários e da Conferência é indireto e não é imediato. “A sociedade ganha na medida em que as práticas ambientais e sustentáveis discutidas são adotadas e a cultura de preservação assumida e tomada nas empresas”, finaliza Silvana.




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